Nasceu no Rio de Janeiro em 1959.

Gradua-se em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília em 1985.
Estuda na Escola de Música de Brasília de 1978 a 1980.  

Em teatro participa como ator e músico das peças: Capital da Esperança (1979), com o Grupo Carroça, direção de Humberto Pedrancini, se apresentando em Brasília e em diversas capitais brasileiras no Projeto MambembãoA Hora e a Vez do Jumento(1981), de Orlando Tejo e Esmeraldo Braga, direção de J. Pingo; e da primeira peça do Circo Udi Grudiem 1982, participando de suas atividades até 1986.

A partir de 1980, utilizando conceitos da física acústica e teoria musical, começa a desenvolver um modelo para estudo de instrumentos musicais.  Esta pesquisa, associada ao desenvolvimento  de técnicas construtivas com materiais alternativos, permite a obtenção tanto de instrumentos musicais originais, quanto convencionais de boa qualidade.

 
 
  Márcio Vieira  
 


De 1981 a 1985, os instrumentos musicais desenvolvidos são utilizados por vários grupos musicais: Mão SujaLiga Tripa e Músicas-à-Tentativa.

Em  1983 obtém  bolsa de pesquisa na Unb para o desenvolvimento de instrumentos musicais de baixo custo, para utilização na educação musical.

Em 1984 obtém  bolsa de pesquisa do CNPq com o projeto ‘Técnicas e Materiais para Construção de Instrumentos Musicais’, onde propõe um modelo de análise de instrumentos musicais,  utilizando conhecimentos de acústica e teoria musical.

Desenvolve instrumentos musicais para o Hospital Sarah Kubitschek utilizados no tratamento e desenvolvimento de habilidades motoras de deficientes físicos.

A partir de  1986 inicia a produção de instrumentos musicais profissionais. Pesquisa e aprimora a Kalimba, um instrumento rústico africano, comercializado no Brasil e na Alemanha. Cria o Girassino, instrumento que utiliza o efeito Doppler e o Microtônio, instrumento composto por microtons que introduz o conceito de ‘densidade microtonal’.

Entre 1987 e 1996 ministra oficinas de acústica e construção de instrumentos na Escola de Música de Brasília, UnB e em escolas do DF e Goiás.

Em 1988 apresenta seus instrumentos em uma aula demonstrativa no I festival latino-americano de arte e cultura, realizado na Unb, Brasília, DF.

Em 1995 realiza uma exposição de seus instrumentos no Espaço Cultural 508 Sul, como resultado de uma pesquisa para a criação e construção de instrumentos musicais voltados para a alfabetização musical.

A partir de 1998, Coordena a área de pesquisa, desenvolvimento e construção de instrumentos musicais do  grupo Udi Grudi, criando os instrumentos das peças O Cano (1998), Lixaranga (2002), Ovo (2003) e do curta-metragem A Casa do Mestre André (2006).

Em 2000 e 2002 participa do festival Canto da Primavera, em Pirenópolis, Goiás, onde apresenta seus instrumentos em um show musical.

Em 2001 ministra oficina  de construção de instrumentos no festival internacional de Lucerne, Suíça, e no festival do Inselcircus em Sylt, Alemanha

Em 2002 ministra curso de construção de instrumentos musicais para professores do ensino primário da Espanha, pelo projeto Stage  da fundação la Caixa em Barcelona, Espanha.

Em 2004 ministra oficina de construção  de instrumentos musicais para professores de  música no festival internacional de música  e dança de Granada, Espanha

Em 2005 ministra oficina de construção  de instrumentos musicais para professores e músicos no 19º festival universitário de teatro de Blumenau, Santa Catarina.

Ministra oficinas de construção de instrumentos musicais no VIII Festival Recife de Teatro Nacional, Pernambuco.

Coordena, entre 2005 e 2006, o convênio firmado com o Ministério de Ciência e Tecnologia para a realização do projetoSons do Lixo, que visa a inclusão social através da transferência de conhecimentos de ciência e tecnologia, no Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.

Em 2007, ministra oficina de construção de instrumentos musicais para crianças e adolescentes em Cavalcante, Goiás.